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Amor de chuva

O vento enamorou a nuvem
mas correu pela terra,
de ciúmes a nuvem chorou.
O mundo todo se anuviou
Raios e trovoadas.

O vento fumou o cigarro
deitou relva e mata,
mata burro e tamburete,
vôou a farinha do jarro
correu por dentro da casa
levantou a saia da rede,

A chuva se apresentou
echeu pia e caldeirão
molhando a toda calmaria,
com toda a agua que quedou
transbordou o ribeirão
pintou de cinza o dia,

A nuvem morreu de tristeza
sumiu para não mais voltar.
O vento, arrependido
parou sobre a terra,
parou de ventar.

Mas nenhum amor é vão!
nenhum amor é falho!
e este não foi excessão
deixou filhos a relação,
Garoa e orvalho.
Walério de Andrade Menezes
Enviado por Walério de Andrade Menezes em 09/10/2007
Código do texto: T686557
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Sobre o autor
Walério de Andrade Menezes
Palmas - Tocantins - Brasil, 32 anos
4 textos (125 leituras)
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