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"O Boteco do Amadeu" = Humórbido=

Quantas saudades eu tenho
Do boteco do amigo Amadeu
Era famoso lá de onde venho
Mas um dia Amadeu morreu

O boteco do Amadeu, famoso
Servia cada tira gosto divino
Desde um torresmo gorduroso
Até o “batatalhau” muito fino

O pernil servido no pão quente
Acebolado, cheio de pimentão
Descia legal na goela da gente
Mais um poderia dar congestão

Cerveja estupidamente gelada
Ovinhos de codorna, amendoim
Era uma bodega bem estocada
Bem poucas, juro, eu vi assim

O Amadeu morreu de repente
Um freguês o matou a facada
Um cara bem pouco inteligente
Que não tinha humor pra piada

Amadeu era gozador e brincava
De todo mundo tirava seu sarro
Disse, quando o freguês entrava
“E aí, José?Deu pra vir de carro?”

José ficou vermelho e pê da vida
Todo o pessoal caiu na gargalhada
O cara achou a gozação atrevida
Não hesitou. Mandou-lhe a facada

Coitadinho do bom amigo Amadeu...
Por motivo fútil foi embora cedo
Foi brincar, fazer rir, se fo..rnicou
Porisso que de sarrear tenho medo

Fernando Brandi
Enviado por Fernando Brandi em 10/10/2007
Reeditado em 10/10/2007
Código do texto: T689230

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Sobre o autor
Fernando Brandi
São Paulo - São Paulo - Brasil, 70 anos
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Fernando Brandi