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POEMA NATURAL

descortina azul e baila entre os meus anseios, o dia!
não falha em raiar horizonte quando a noite silencia
vem de forma escandalosa afrontar-me na matriz,
rasga o breu na última dobra, alma sobra por um triz!
abro os olhos e aceito a cor que se espalha misturada
toma a cama para acender a pele e reflete na fachada.
se eu cegasse as duas vistas não cegaria o fio de luz
a claridade independe da vontade e aos olhos induz
é atributo de sentir ir se tornando parte do que se vê
alquimia elaborada na mais alta escalada até ser você
de onde estou em contemplação, vejo inclusive a mim
no momento em que glorifico a paisagem não tenho fim
tudo é de transparência e afeição. Sinto o sol e o vento
e o vento e o sol me sentem, somos uno em um momento
harmonia desconcertante por sermos feitos da mesma arte
nada aqui nos divide, todos estamos no que não se reparte
quando nasce o dia, nascemos todos juntos em único tema
assim como a lua na noite, o pólen na flor, a lira no poema.
betina moraes
Enviado por betina moraes em 15/10/2007
Código do texto: T694776

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Sobre a autora
betina moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
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betina moraes