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PARA QUANDO EU TE DECLARAR AMOR

me perdoa desde já pelo dia em que vou te amar.
na primeira hora em que o sol vier te despertar
respire o mais fundo que puder e se acostume
todos os dias que nascerem terão esse perfume
aceite que meus olhos sejam seu caleidoscópio
de visão e emoção em sua via e sentido próprio
postos nos teus para filtrarem as imagens inúteis
as aparências agressivas, as coisas que são fúteis
olha meu sorriso se deslocar da boca, tomar a rua
ser um escândalo maior do que quando andei nua
deixa ser o burburinho que acorda os teus vizinhos
nas insones madrugadas em que dano nos carinhos.
eu vou ocupar tua vida com toda a minha revolta
arrancar-te do peito os amores, dar-te nova escolta
estabelecer na tua nação uma nova ordem de vida
nenhuma paixão voltará atrás, nem será corrompida!
que as gaivotas sejam nossas naves sãs e espaciais
irreais e solenidades, soltas, livres, naus espirituais
deixa pularem os cavalos do mar para fora da água
vão levar no galope marinho a minha e a sua mágoa
vamos criar asas, por que não? sinta! o dia é especial
único na história, do amor a vitória, vinco paradoxal
o fim da procura, a cura, o ritmo reconquistado, estado
celeste coroação, nova visão, interjeição. fim do pecado!
betina moraes
Enviado por betina moraes em 17/10/2007
Código do texto: T698141

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Sobre a autora
betina moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
391 textos (3642 leituras)
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betina moraes