Poeta
 
Permita-me Senhor, em tua morada um dia viver
Sem repouso como aqui na Terra...
Não lamentarei o descanso dos justos,
Se assim, a mim permitir
 
Permita-me
Recolher as folhas dos ventos
E sobre elas continuar
Meus versos inacabados...
 
Permita-me dar seqüência,
Aos enfeites que sobrepus a todas vidas
Versejando noite e dia...
 
Tenho comigo a posse
Das alforrias de muitos sonhos,
Tenho comigo
Todos os limites dos horizontes,
Sem jamais ultrapassá-los
Pois a minha caminhada sempre foi longa,
E o destino que não me cabe,
Presenteou-me com as reticências...
 
Delas faço as vivências
Dos roteiros incertos...
 
Porém se o acaso insiste
Trago a rima que jorra água milagrosa
E assim numa prosa
Uno os casos
Que jamais entenderão esse mistério...
 
Peço-Te Senhor,
A extensão deste meu céu que aqui
Vivo...
 
Sou poeta
Deste mundo que não se delimita,
A cada poesia que Tu me ditas
Revelo as palavras que no céu
São proferidas...
ziza Silvestre
Enviado por ziza Silvestre em 20/10/2007
Reeditado em 20/10/2007
Código do texto: T701726
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