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BALA PERDIDA

Festas juninas,
Estampidos bonitos,
Pólvora seca
São os festins.
Povo na esquina,
Movimento esquisito
Sei lá o que foi!
Pobre de mim.

Pessoas correm,
Medo ou anarquia?
Parece tudo normal.
Enquanto uns morrem
Outros é só alegria
Não entendem o motivo do mal.
Talvez seja o que angustia.

Não é preciso mais agredir
Para que se tirem vida
Não sei mais para onde ir
Pois a minha também pode ser atingida.

Loucos, não estão nem ai,
Caroços de chumbo
Perdidos nas ruas é assim
Polícia ou bandido
Foi um dia brincadeira para mim
Hoje é real e daí?

Vidas sucumbem
Que banalização.
Jovens se matam,
Não querem saber.
Pois na verdade tudo é emoção
Não tem medo de morrer.

Ninguém sabe o por que
De tanto corpo perfurado
O mundo está ficando triste
E seu povo amargurado
Evitando tudo que arrisque
Ficando em casa aquartelado.

Sai da frente
Pois ai pode vir uma
Pode ser de repente
Um dia você podes ter a tua
Não dobre a esquina
Pois lá pode esta essa menina
Que atinge o coração
Sem clamor, amor,
Carinho ou perdão.

Feche a porta, lá vem ela.
É inútil, não deu certo.
Corra não fiquem perto
Tirou mais uma vida sem decreto

Bandeira branca
Não surte efeito
O tiro tem endereço
Se não o coração,
Mas o meio do peito

Não morra
Levante a cabeça
Enfrente a guerrilha
Ou então padeça.



Por: Miguel Nascimento
Escrita na Cidade Rio Largo - AL em 14/08/2006
Miguel Nascimento
Enviado por Miguel Nascimento em 20/10/2007
Código do texto: T701813

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Sobre o autor
Miguel Nascimento
Rio Largo - Alagoas - Brasil, 48 anos
125 textos (9881 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/12/17 01:05)
Miguel Nascimento