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Quero um tempo para mim

Quero um tempo para mim
Para saber aonde ir
E me perder em pensamentos
Outrora adormecidos
Reencontrar o prazer nas palavras
E deixá-las soltas como nunca
Na assimetria perfeita que as convém
Frio e silêncio em meu quarto
Eu quero um pouco mais
Acendo um cigarro e admiro sua brasa
A fumaça toma formas suaves
E desenha meus anseios
Bruxuleantes e confusos
Lamento que não entenda
O que falo e o que sinto
Entorpecente sentir
Quem entende?
Só quem sente
E quem compreende vislumbra a alma do verdadeiro eu
Que nem eu posso explicar
Então fica você
Então fica a dúvida do que poderia ser
Fortes raízes arraigam em mim
E não me deixam esquecer
O que perco assim
Mas nada, nada me contém
Entenda, cedo ou tarde
Não me encaixo nestes padrões
Não sou feito desta matéria grosseira
Sou sutil como a impura fumaça do fumo
E posso ferir num leve toque
Aos que se aproximam demais
Então não insista, não chore
Deixe-me ir, deixe-me ir...
Um vento bom está soprando
De uma origem incerta para a total estranheza
É chegada a hora dos novos rumos
Ainda há muito a descobrir
Nesta terra de devaneios
Que eu me pus a trilhar
Sem tempo, sem senso
Me despeço aqui

14 de junho de 2006
Carlos R Andrade
Enviado por Carlos R Andrade em 20/10/2007
Código do texto: T701881


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Sobre o autor
Carlos R Andrade
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 42 anos
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Carlos R Andrade