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Soneto XXII

A fonte que jorra o sangue frio
Na bela erupção do escarlate
Que rompe o silêncio e bate
Com paladar mistério do vampiro.

E a fonte que sai do tonel
Jorrando, à alma, o vinho
Traz o prazer do poeta sozinho
Que só, bebe e medita ao léu.

Do sangue ao vinho é pouco
Do poder, do mistério, se fazem
Escarlate de poeta louco.

E os lúcidos que aqui jazem
Aos berros que o deixam roucos
Bebem os dois, e deles se fazem.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 19/03/2005
Código do texto: T7030


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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 35 anos
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Júnior Leal