Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

SEM O ÂMAGO DA CLARIDADE



Homens cavam o fim do sol
neste entardecer lúgubre.
Lágrimas cabisbaixas cruzem-se
em meio a risos ferozes.
Querem que o cego
desista de sua bengala,
rala é a sua trajetória.
O clamor silencia-se.
                                               
Ataúdes erguem-se
ao fim do túnel.
Rudes são os farelos
que caem sobre os olhos;
vêem-se encobertos.

O corpo espatifado,
Fisionomias embebedam-se.
Amenizam-se os aplausos,
alvos atingidos.
Fétidas, as seqüências
amanhecem fervilhando
já sem o âmago da claridade.


Marcos Arrébola
Enviado por Marcos Arrébola em 22/10/2007
Reeditado em 22/10/2007
Código do texto: T705416
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Marcos Arrébola
Serra - Espírito Santo - Brasil
236 textos (10459 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/12/17 10:15)
Marcos Arrébola