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É HORA

É HORA

É hora de bater na porta
e sentir o arrepio do medo,
do nosso segredo que se avoluma.
É hora de virar espuma
como todos nós numa duna.
Então senti
o presságio de desespero.
É hora de abrir a porta
e sentir-se melhor,
e colher uma cor.
É hora de partir
sem ritmo,
alucinado e preso
ao tempo em mistério.
É hora de abrir a porta,
 sobrevoar o cemitério.
É hora de chorar
pelos que partem,
pelos que ficam.
Eis que alguém abriu a porta,
e a luz dos mistérios
descortinar-se-á.
É hora de abrir a porta
e suportar a coragem.



FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.


FERNANDO MEDEIROS
Enviado por FERNANDO MEDEIROS em 23/10/2007
Código do texto: T706350

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Sobre o autor
FERNANDO MEDEIROS
Campinas - São Paulo - Brasil, 54 anos
155 textos (8772 leituras)
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