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Ponderando estrelas e medos

Eu me sento numa grama verde
onde o orvalho deixou seu rastro.
Leio pensamentos
Sopro palavras frias
Um fino e cortante fio de inverno
Observo o mundo
como se estivesse preso numa bolha
Transparente e úmida
um pouco fria, e monótona.
Pondero estrelas e medos
e calo-me, pequeno,
sob o horizonte alaranjado
que pouco a pouco se escurece.

Olho ao redor
Projetando a mim mesmo
em lugares diferentes.
Sob a sombra de uma árvore morta;
Vendo peixes azuis num rio;
Caminhando numa ponte
sem saber se vou ou se volto.
Mas não me vejo perfeitamente.
Me pareço mais com uma sombra opaca
num espelho ondulado.

No céu cai uma noite
amorfa, com cheiro de uva.
E sonhos voam, despreocupados.
Vidas passageiras caminham
numa brisa leve,
numa estrada longa.
Afastando-se segundo após segundo
do sol que esfria
vales, montanhas e cidades.
Sonho tudo isso de olhos abertos.
Memórias tolas e fugazes
Pensamentos lacônicos
Chuva que não molha

Fecho os olhos
e abro velhas portas de mogno.
O caminho mais curto para a realidade
E o mais longo para um sorriso.
Observo a sala vazia.
Sem móveis, vozes ou lembranças.
Apenas um aroma acre de vinho.
Fito uma parede, na qual minha mente
desenha um quadro surreal fosco.
Sento-ne no chão
Tudo é silêncio; vazio e branco.
E o mundo ainda gira lá fora...
Elton Veloso da Silva
Enviado por Elton Veloso da Silva em 24/10/2007
Reeditado em 25/10/2007
Código do texto: T708400
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Sobre o autor
Elton Veloso da Silva
Pedreira - São Paulo - Brasil, 31 anos
110 textos (7089 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/12/17 14:45)
Elton Veloso da Silva