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O homem comum

A guerra deve ser horrível,
Os soldados jamais devem esquecer.
Aos seus amigos desejando socorrer,
Mas, no máximo, podem sobreviver ao inferno visível.

Eu me sinto um soldado
Que veio de guerras terríveis,
Mas minhas marcas invisíveis
Não saram sem fé nem que eu já tenha superado.

Vez por outra, uma luz me corta
E eu devaneio por alguns instantes.
As lembranças são claras e insistentes,
Mas não sabem que já estão mortas.

Vivo todos os instantes,
Entre meus sinceros momentos fugazes,
Situações terrivelmente estressantes,
Em que convivo com pessoas falazes.

Eu sou um homem de Deus,
Nele procuro minha paz.
Deixo minhas fraquezas com Ele,
Porque o homem comum de ser feliz é capaz.
 
Ah, imortais.
Não fordes o bastante,
Porque eu haveria de ser significante?
Eu não sei se posso suportar mais.

“Quem pensa que és
Para dizer o que penso?
Sou fruto da tua imaginação, se é
Que tu não roubastes este escrito para um desabafo propenso”.

“Sou tu,
Com quem falo,
E apenas mais um, e resvalo,
Se penso tão pouco de mim, como tu”.


               H. P. Simões
Ulisses de Maio
Enviado por Ulisses de Maio em 28/10/2007
Reeditado em 27/01/2008
Código do texto: T712940

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Sobre o autor
Ulisses de Maio
Fortaleza - Ceará - Brasil, 30 anos
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