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Despedida do Poeta


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Despedida do Poeta



Cai a noite em desafio à própria morte.

O vento que zuni no salso chorão, arranca estampidos

de seus chicotes, açoitam o véu da despedida

no jaz silene da terra fria.

Poeta em lápide do adeus, deixa marcas

de lembranças que retumbam no admirador

inconformado, na dor de não mais ouvir, ler,

sentir as palavras que os confortavam.

Flores enfeitam a fria pedra do adeus,

ele imortal deixa nos versos o consolo

de quem do além fará cair versos nos

cânticos de querubins em companhias

de lindas harpas celestiais.



"Posto que do outro lado

me tenho na orbe do bem

além dos tempos em quimeras

Sou um trabalhador também."



Quando ouvires os estalar das folhas

de algum salso chorão, tenha a certeza

que algum poeta estará compondo uma

linda sinfonia.



Paulo Mello

08.10.07





 

 

 
Paulo Mello
Enviado por Paulo Mello em 02/11/2007
Código do texto: T720123
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Sobre o autor
Paulo Mello
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 64 anos
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Paulo Mello