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cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
grande e impenetrável cerca
ah! cerca impura de limpo branco
qual casas em um velho filme americano
tão transparente e intransponível
grande e impenetrável cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
vós sois aquela que olhamos
daqui de nossas meras vidas tolas
cerca maldita qual queremos pular-lhe
mas de tão grande e tão bem dita
cerca divisória de tanta ilusão
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
aqui sou nada, sou apenas
aqui sou pequeno, tolo e fraco
aí serei tudo, serei grande, serei igual
aí serei o que aqui eu não posso
pular-te-ei cerca tão maldita
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
pulando-te, já furei o meu pé
passando-te, já queimei meus olhos
vivendo-te, já desgastei minha velha alma
voltando-te, já perdi minha vergonha
deixando-te, já deixei a ilusão
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
cerca             cerca
BOI (Luciano Alencar)
Enviado por BOI (Luciano Alencar) em 05/11/2007
Reeditado em 05/11/2007
Código do texto: T723743
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
BOI (Luciano Alencar)
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 30 anos
246 textos (25725 leituras)
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BOI (Luciano Alencar)