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MANHÃS

Bambús acariciam folhas e cantam ao vento suas raizes...
Trôpego, o ar desvia de galhos pontiagudos
e cai nos braços da chuva...
Pequenos insetos rabiscam novas mensagens;
o menino vê, pela vidraça, sua casa na árvore
receber a visita de um pássaro.
Nem o carteiro e nem o cão querem um confronto;
a manhã está clara demais para pensamentos ruins,
o amarelo das folhas maduras acaricia os olhos,
um triste silvo escapa da roda puída do trator.
Folheio o livro que encontrei por acaso num sebo;
fala de relva e de folhas e homens sem propósitos,
à não ser viver e demorar à beira de rios cheios de carpas...
Cúmplice do relógio, desligo todos os nervos,
recebe-me a poltrona, bebo o chá,
fecho os olhos e leio idéias
que irão acontecer.
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 05/11/2007
Código do texto: T724277

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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