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Mentiras

A mentira tem pernas cabeludas
o azul é vermelho no sul
no norte as horas são tarde
as vezes o envelope é vazio
atrás da lua escura
vinham trezentos bois marrons
o prefeito que dizia me amar
ateou fogo em minhas vestes
vertido o sangue do jumento
ficou o olho rosnando
o capeta não era tão feio
tinha até um rabo de ouro
palavras são como faca
passando no osso vazio
estômago estômago porque não calas
vivia brotando na calçada
uma coisa que não era musgo

Deus, oh Deus porque me enganaste?
se sabias que eu era tolo
e acreditava no próprio mel?
Paulo Luna
Enviado por Paulo Luna em 08/11/2007
Código do texto: T729349
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Sobre o autor
Paulo Luna
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Paulo Luna

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