O silenciar do eu

Em silêncio retumba o crepúsculo um vazio que não tem paz

Vejo a desvirtude de alguém a rir e a voz de alguém a chorar

As vozes, ainda ecoam em mim, todas buscando algum tipo de felicidade

Fechando o âmago com um sorriso distorcido, do outro lado das lembranças sentimentos e lamentos que não tem fim

Tristeza, raiva e um grito estrondoso entrelaçam-se em um redemoinho e o mundo repete essa doce ilusão implacável

As pessoas que mentem e são perdoadas, eu me pergunto quem são elas?

Glórias, horrores, deuses e orações em que momentos se tornam pó?

Eu sei o significado de nascer em um mundo que foi destruído

Na luz sombria e manchada meu eu corrompido, que está exposto Desdenha da melodia cantada "mera criação do éden"

Yuri Cabral
Enviado por Yuri Cabral em 26/07/2021
Código do texto: T7308062
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