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Eu


Eu, apenas.
Com penas e sem penas.
Penar? é próprio
de quem tem alma.
Que tem quimeras.
Que tem doçura
e se metamorfoseia.
Que rompe agrestes
sombras das madrugadas.
Que acaricia
a luz do dia.
Que se envaidece
por tudo e por quase nada.
Que se mete a caminho
sem destino.
Que acredita em milagres.
Que deixa a lágrima cair,
porque vê,
os idosos sem alegria.
presos a imensa nostalgia.
Que se enternece.
porque vê;
uma criança brincando.
Que se entristece,
no outono despido.
Mas que depois.
do inverno gelado.
nevado e friorento.
vem a primavera
e a sua efervescência.
E cheira,
a perfume de rosas.
E nos campos,
há urze e rosmaninho.
E o cheirinho do alecrim
os corpos se envolvem
de inocência e fervença,
da renovação, da vida
que se eterniza..
E eu, que faço parte
do mistério da vida.
nunca me abstraio, de ser eu.
Com todos os cambiantes,
que tem de ocorrer.
Apenas me aquieto,
e me deixo embevecer.
mas partilho, de toda a pujança
que à minha volta está a acontecer .

tta
12-11-07
10:06
Tetita
Enviado por Tetita em 12/11/2007
Reeditado em 23/11/2007
Código do texto: T733921

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Sobre a autora
Tetita
Setúbal - Setúbal - Portugal
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Tetita