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Solidão

Passeio pelo meu quarto um tanto preocupado
penso nos meus problemas
estou mesmo amargurado
a casa, os  móveis, os retratos
todos estraçalhados.Rasgados.
As baratas estão roendo os quadros, os emblemas,
tudo que ganhei um dia
virando nada e nostalgia
súplicas, vertigem dentro de mim
chamas vindas do inferno não me deixam dormir
ratos, baratas, grilos, homens...todos fazem orquestra
e eu aqui: rasgando-me, destruindo-me, sonhando-me...
acho que sou morador do invisível
do inaudível
meus gritos ecoam, mas ninguém os ouve.
Somente eu vejo, contemplo todos os meus horrores
ah! Eu nasci pra penar, amargurar...
pergunto para Deus: onde estão os meus amores?
mas meu quarto é só sangue, frieza, sordidez e tremores
e na cozinha, na sala, nos quadros: as baratas, os ratos
as traças roubam meus cânticos fúnebres
e aumentam minha noite de solidão.
 
Elié Silva
Enviado por Elié Silva em 12/11/2007
Reeditado em 18/04/2008
Código do texto: T734784

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Sobre a autora
Elié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 29 anos
55 textos (1151 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/12/17 05:59)
Elié Silva