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CARTA À CAVEIRA

                                                                               para Hamlet



Cara caveira minha:
tu não és mais castelo,
fóssil fortaleza do cérebro,
nem cabaré dos instintos
ou cafarnaum da memória;
teu calvário vivo
é agora morto calcário,
tua cor oculta
é agora aberta brancura,
baço amarelo no tempo reto,
-- inpensável, incansável,
sem curvas, correto --,
pois não retorna o dia
em que tinhas cabelo e pele,
em que choravas e gritavas
fonemas sem censura,
tempo alegre na tristeza,
triste na alegria,
claro n’água turva do momento,
tempo em que eras nada e
detinhas a coroa da vida,
cara caveira minha.
Vital Romero
Enviado por Vital Romero em 14/11/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T736768


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Sobre o autor
Vital Romero
Santos - São Paulo - Brasil, 40 anos
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Vital Romero