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Efêmera Eternidade

A engenharia que serve para montar poemas
                   não tem lógica.

Desiquilibrada parede,
com as palavras em petição
de rio, lagoa ou mar aberto.

Desafiadora forma, desestruturada
frente às leis da gravidade
e da solidez.

Palavras desqualificadas
             enfeitam versos
             e puídas suspiram
             quando se fazem janelas
             para aventar as salas da poesia.

E alicerces não há...
Frágeis criaturas,
frágeis palavras desengenhadas
para a beleza do verso
para desconstruírem,
para ruírem e se eternizarem
na arquitetura forte e clara
de um poema escrito
em efêmero guardanapo
                     de papel.



Haydée Hostin Lima
Enviado por Haydée Hostin Lima em 30/11/2007
Código do texto: T759754

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Sobre a autora
Haydée Hostin Lima
Santa Maria - Rio Grande do Sul - Brasil
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Haydée Hostin Lima