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DESABAFO DE QUEM AMA!




Encontrei em seus olhos o semblante da despedida!

Tergiversei a boca tentando disfarçar o choro!

Amassei as mãos, apertando uma contra a outra, para não me demonstrar desapontado!

Abri a porta do mundo para ter uma alternativa e nenhuma me restou!...

Percebi que não existia mundo fora do contexto que eu habitava... naquele momento!

Assegurei-me ao pouco chão que me restava para pisar, mas o fosso surgia naturalmente sugando o meu corpo!...

Era tarde para mudar o fato...
a saída não fora impedida e nasceu o entristecimento na minh'alma!

Não existia sol,
nem lua...
o dia havia falecido e
a noite era a incerteza de abrir os olhos!

Tudo isso fora reflexo de um desencontrado encanto recriado com a ausência da sua fala!

Silêncio!

Preciso ouvir apenas o gritar do meu coração!

Sinto o seu clamor e ele chama qualquer resquício de sentimento exalado em tempos áureos para haurir esta falta de mundo instalado em meu peito... sem você!

Grite também!

Assuma o que pretende fazer e exule-se de mim!

Prefiro estar só,
mas não serei só!

As estrelas não são narcisistas,
apenas se oferecem ao meus olhos que compõem um singelo desabafo por um descuido de amor intenso!

©Balsa Melo
14.12.06
Paraíba
 
BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Enviado por BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO) em 01/12/2007
Código do texto: T760733
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Uberaba - Minas Gerais - Brasil
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BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)