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(sem título)

Quando sou acometido pelo sorteio, não uso o freio nem pra diminuir a aceleração do meu coração que, de peso tanto, aumenta, e de peso pouco flutua.

A ausência tua.

Quando não sou varrido pra baixo do tapete, supreendentemente, não sei o que é sujeira, sujeira boa, limpa. Só sei do asseio sujinho, eufêmico total.

A ausência.

Se sou pouca bosta, levanto e rio de flerte com o dia. Mas se me sinto como tal, levanto (?) e continuo sem saber de quem é aquela saudade, batendo, batendo e eu apanhando. É de quem se foi ou de quem vem?

A presença em mim não é a ausência em ti.

Ah, vô, vô pegar e chutar tudo e ir um poquinho pra junto de ti! Só um poquinho, eu prometo. Depois eu volto pra contar tua piada nova pras crianças.

A presença tua.

Quando simplesmente não sou, surpresa, notas altas me pegam de verdade e as solfejo até a orelha que herdei de ti.

A presença em mim não é a ausência em ti.

E todo dia é um dia a mais, todo dia um jornal a mais, todo dia um chiclé a mais, na boca ou no pé, mas tanto faz, é borracha. E borracha nem tudo apaga.

A tua presença.
A bença.
Daniel Weinmann
Enviado por Daniel Weinmann em 07/12/2007
Código do texto: T768149

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Sobre o autor
Daniel Weinmann
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 35 anos
65 textos (522 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/12/17 21:27)
Daniel Weinmann