Limites

A dor agora é ínfima;

Minimamente restrita ao temor do caminhar

no escuro, sem enxergar o obscuro

antes de tatar o infinito

e assim sendo descobri-lo.

Manusear o ego diminuído.

Apalpar os limites seus,

sem a eles admití-los.

Esconder dos outros seus próprios temores

sobre os rumores de seus limites.

Limites estes expandidos

pela coragem de seguí-los.

Enfrentá-los e diminuí-los.

Seguir em frente evitando olhar para traz

para seus antigos limites não recordar

e novos limites poder criar,

olhando a frente sem parar de caminhar,

encarando a dor e o pesar da vida que ao passar

destroços e feridas sempre faz deixar.

Mas as dores passam

e os pesares suportamo-los e empurramo-los até onde pudermos.

E que o possamos arrastá-lo até o fim dos nossos caminhos.

E nossos caminhos serão finitos

mas que nossas vidas não sejam em vão.

E perpetuaremos em nossos filhos

e nas criações que a eles dermos,

e até os que não se procriarem,

que na lembrança de seus amigos queridos possam se perpetuar.

E que de bom algo possamos passar

para que os limites de nossa existência não possam limites aceitar.

E eternos possamos nos tornar.

Pablo M. Rodriguez

Paez
Enviado por Paez em 31/12/2005
Código do texto: T92793