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poema dolente





Ainda há bocado aconteceu-me,
ficar do lado de lá, entrava-se por uma porta
de fora, para nenhure, não havia qualquer som,
veio-me a baila o meu filho Miguel,
também por onde ele teria entrado, mas não,
nem sequer um silêncio, nem sequer um titulo, epitáfio.
o absurdo não era, por não haver diálogo, nem reflexão.
Podia ser nada, ou doença, cafeína elitizada, nada de real,
pois havia palavras, signos não são coisas palpáveis. o que era,
o dia que não estava, como uma estória,
sem heróis, um poema dolente que se arrastava,
fazia gato sapato do tempo,
mostrava
que mesmo fraco
ainda ria da gente.
Constantino Mendes Alves
Enviado por Constantino Mendes Alves em 16/04/2008
Código do texto: T948533
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Sobre o autor
Constantino Mendes Alves
Portugal
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