Meu silêncio

Meu silêncio explode nos ventos

Tem angústias espalhando cacos

Dores esmagadas nos tacos

Estilhaçando meus sentimentos

Requer falas mansas ao pé do ouvido

Carinho de olhares cúmplices

Promessas quase súplices

Anjos de vôo tolhido

Meu silêncio cabe nas horas frágeis

Morre na vigília dos insensatos

Funde-se nos meus atos

Se perde nos momentos voláteis

Ah! meus silêncios evidentes

Chora no altar dos pagãos

Tem desvios e desvãos

Anseios e desejos renitentes

Meus silêncios gritam pela noite

São facas de fio afiado

Navalhas manchadas de pecado

Que se debatem sob o açoite

Das falas desencontradas

Dos teus recados esquivados

Dos teus gestos desencontrados

Dos meus sonhos despedaçados

Angélica Teresa Faiz Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Faiz Almstadter em 03/04/2005
Código do texto: T9551
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