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Equinócio


Esta noite as fadas brancas
Saem dos seus abrigos
E espalham alvas poeiras
Na luz de todas as estrelas,
O sol beija de longe a terra,
Com lágrimas de despedida
O frio da sua saudade
Desce nas gotas de chuva,
Nas crespas geadas
Nas manhãs de bruma
E entrelaça uma corola de cristais
Nos cumes das montanhas mais altas.
Na noite mais longa, a solidão grita
A alma estremece na sombra
Os poetas tecem mantas de nostalgia
Reacendem-se as lareiras nas casas
E serenamente o ciclo continua
Na perpétua elipse onde gravita
A cerúlea Terra apaixonada
Em redor da sua estrela.


* * *

Equinoccio



Salen las hadas blancas,
Esta noche, de sus abrigos
Y esparcen sus albos polvos
preñados de luz de estrellas,
Con lágrimas de despedida
Desde lejos, el sol besa a la tierra.
El frío de su nostalgia
Baja en las gotas de lluvia
Hasta la ola encrespada
En las mañanas de bruma.
Y entrelaza una corola de cristales
En las cumbres de las montañas más altas.
En la noche más extensa, grita la soledad
Se estremece en la sombra el alma
Los poetas tejen mantos de nostalgia
Vuelven a arder los hogares
Y, serenamente, el ciclo continúa
En la perpetua elipse donde gravita
La cerúlea Tierra enamorada
alrededor de su estrella.



Versão livre p/espanhol: Alberto Peyrano


Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 13/02/2005
Reeditado em 31/12/2006
Código do texto: T4301
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 68 anos
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