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Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito:
pele, músculos e ossos,
até o vermelho e nú coração arquejante,
pudesses abrir meu ser: sonhos e medos,
até a alma nua e palpitante,
encontrarias um lugar escuro e úmido,
com cheiro de terra molhada pela chuva.

Ali, na terra fértil de minha alma chão
lançou o semeador sementes de sonhos
que brotaram rompendo a superfície da pele.

Delicados botões que estão quase a florir,
na ponta de retorcidos galhos de hera,
pois já espia colorida a primavera,
por sobre o ombro castanho do inverno.

Lenise Marques
Enviado por Lenise Marques em 14/10/2007
Reeditado em 14/10/2007
Código do texto: T694164
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Sobre a autora
Lenise Marques
Jaraguá do Sul - Santa Catarina - Brasil
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