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Urdidura do Tempo

A natureza deixa-se plena
abrigando intensa vida a verdejar.
Uma folha, varias delas
balançam-se na manhã
ao constante ventar.

Segue a vida, sem ciência;
é só tempo, ritmo e movimento.
Segue a vida, sem pertença;
é só fugacidade e permanência.
As arvores são seres fixos
imóveis, mas tem as raízes inquietas
e que buscam o aprofundar-se.

A vida visível e a microvida
não carecem de certeza
e estão alem do sentido
seguindo o  natural desdobrar.
Há pássaros que piam seus cantos territoriais
sobrevoando protetores aos rebentos, nos ninhais.

A natureza também abriga a morte;
e a morte é somente vida a se renovar.
Ao longe um muar cordato zurra um lamento
no sopé da colina, antevendo o momento
de labutar sua sina.

E tudo então se combina
sem plano, na urdidura
possível do cotidiano.

RicardoSReis
Enviado por RicardoSReis em 16/11/2007
Código do texto: T739430
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Sobre o autor
RicardoSReis
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
25 textos (920 leituras)
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