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SER PAI

Interessante o amor de pai,
A gente ama os filhos,
Mas tem vergonha de dizer.
Mesmo querendo,
Coração batendo,
Olhos nos olhos,
A palavra não sai.

A gente os vê dormindo,
Cantando,
Sorrindo,
Indo ou vindo,
Pra lida ou pra vida,
Mas a palavra não sai.

Não sai da boca,
Fica no peito,
No coração
Na mente,
Nos olhos da gente.
Mas não se vê.

Palavras,
Afagos,
Olhares,
Carinhos,
Sussurros baixinhos,
Gestos,
Atitudes,
Amáveis ou rudes,
Mas com muito amor.

Amor engraçado,
Disfarçado,
Sofrido,
Incompreendido,
Com choro
Sorriso,
Abraço contido,
Que toca a alma.

Alma gêmea,
Do filho,
Do pai.
Daquela criança,
Que avança no tempo,
Cresce na vida,
Pessoa querida,
Mas a palavra não sai.

Mas agora eu digo,
Sem brinquedo,
Sem medo,
Neste poema,
Na Lata.
Pro Beto,
Pro Rico,
E pra Tata.
Meus filhos,
Falando sério,
Eu sou aquele,
Que muito vos ama,
O famoso Pai Aurélio.

Aurélio Enes Patrão

Aurélio Enes Patrão
Enviado por Aurélio Enes Patrão em 11/08/2016
Código do texto: T5725886
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Aurélio Enes Patrão
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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Aurélio Enes Patrão