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Egoísmo abstrato



Saí por ai
Olhando pro céu azul, que
De tão azul, brilhava em minha alma
De calma, sem trauma

Respirei fundo, soltei o ar
Voltei pro ar
E me revi
Revista de tantas vidas
De tantas idas

Andei depressa, passadas largas
Estou em Passárgada
Feliz com a rainha
Toco a alma minha
E me sinto pulsar

Percorro ruas, estradas, escadas
Subo, me ergo, me reergo
Concentro, centro e me olho
Rodopio, vejo os olhos
De outros passantes

Não distantes, tão tocantes
Sorridentes, também estendo meu sorriso
E me cativo
E me vejo de novo
E me descubro de novo

Alma lavada
Vida contada em
Pequenas histórias
Minha história
Minha memória
Meu legado.

Egoísmo abstrato
Eu me trato
Eu me contrato
Eu me retrato
Eu me refaço
Subo as ladeiras
Sem escadas, sem cadeiras
Toco as estrelas
E me vejo feliz – e me sinto feliz
E me faço feliz.
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 05/07/2006
Reeditado em 10/12/2007
Código do texto: T188260
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
1436 textos (75562 leituras)
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Fátima Batista