Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Livre



Esperou. Esperou e esperou. Quando aconteceu, percebeu que não tinha mais importância.
Olhou p’ra trás e viu que chorou por nada. Que sofreu a toa.
Percebeu que já fazia muito tempo que sorria, também à toa.

Sorrir à toa é privilégio dos felizes. Daqueles que amam e se sabem amados. Daqueles que trabalham e se sabem bem empregados. Daqueles que se sabem saudáveis.

Há muito, sorria à toa. Só não percebera.

Precisou ver que tinha razão. Que tudo nesta vida tem fim. Até mesmo tristeza. Até mesmo amor mal resolvido. Pra amor mal resolvido, basta por outro no lugar.
E tudo lá já estava resolvido. Só não percebera.

Estava livre. Não tinha mais laços com passado algum. E a sensação de liberdade era tudo que precisava.
Saber se livre de qualquer sentimento malogrado, fazia pensar em correr, dançar, cantar. Sim, até mesmo cantar.
Saber que deixara o lodo nodoso para trás, e principalmente, que isto tinha ficado muito para trás, era tudo que sempre quisera. Só não percebera.

Era como se a bucha engasgada se soltasse. Era enfim livre novamente.

O prato frio realmente era melhor para saborear! Livre! Livre sim senhor! E além de tudo, feliz!
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 12/09/2011
Código do texto: T3214412
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
1436 textos (75157 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/07/19 00:29)
Fátima Batista