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FELICIDADE, ONDE ESTÁS?

Felicidade!
Saí a procurar-te
Em todos os cantos, por todos os lugares
E não te encontrei...

Procurei-te nas coisas
Busquei-te nos prazeres
Mas, tu, como que nuvens, aos meus olhos, se desvanecera...

Felicidade!
Procurei-te no Poder e em seu domínio
Procurei-te nas riquezas
Mas, ironia do destino,
Com o tempo enfraquecera ou enferrujara...

Felicidade!
Em tudo te cacei
Todavia, em nada te achei
Busquei-te nas pessoas, nas circunstâncias, nos amores
Mas no tempo que te procurei, de mim sempre fugias
Deixando-me somente ao léu de minhas dores...

Felicidade!
Quanto ingênuo fui durante todo esse tempo
Ao pensar que alguém a me daria!
Como poderia um ser da terra e do barro
A ti, me conceder em atitude de gratuidade?

E poderia dar alguém  a outro a ti, Felicidade?
Neste mundo onde nada nos é dado?
Neste miserável mundo onde tudo é vendido?
Neste mundo mesquinho em que tudo é comprado?
E que, na maioria das vezes, é até tirado...

E, sendo, assim, qual, seria, então, o seu preço, ó Felicidade?
O seu valor?
O seu seu real valor?

Felicidade!
Quão estulto fui até hoje
Ao deseja-la neste insignificante mundo
Que, dentro do universo, é menos que o pó!

Quão insensato fui ao querer o teu fruto
De quem é um desgraçado mortal!
Absurdo!
Simplesmente absurdo... E loucura!

Qual o filho do tempo poderia dar a outro,
Que também nasceu no próprio tempo,
E que também nele morrerá,
Algo que lhe duraria para sempre?
Quando só Deus o poderia realmente dar?
Aquele cuja substância e essência é a própria imortalidade!

Mas, não me desespero
Nem vou te desistir
Enquanto isso, irei sempre clamar:
Felicidade! Onde estás?...


.
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 10/04/2016
Código do texto: T5601322
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz