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NÃO CHORES A MINHA AUSÊNCIA

Neste jogo não assumido
A corda tinha que esticar
E rebentar
Tal como rebentou por ora a minha paciência

Não chores a minha ausência

Porque serei sempre omnipresente
Pois a omnisciência
É o meu Reino
A minha ciência

Não chores a minha ausência

Acabou…ou vai tudo recomeçar
Não o sei…
Sei apenas que esses são caminhos
Que não costumo frequentar

Não chores a minha ausência

E eu…
Novamente Eu
Estou no limbo
Em que desejo ser como Tu
E ao mesmo tempo
Mais comigo
Nesta dialéctica sensorial
Pois é assim que me sinto

Não chores a minha ausência

Restos de chagas
Bem naturais
Mas por ti subliminarmente infligidas
Não fazem de mim um santo
E provavelmente nem uma pessoa querida
Incapaz do milagre
De te curar as feridas
Apostolo que prega eternamente
No mesmo deserto
Mas atingi um certo limite
E parti
Para nenhures
Embora o meu real longe
Seja sempre perto…

Não chores a minha ausência

Paris, 18 de Agosto
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 29/08/2007
Código do texto: T629153

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes