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Janelar

Não existe
Mas eu crio
Que importa?
Sou poeta
Tudo posso
Dentro da minha poesia

Janelar é meu ato
De na janela ficar
De na janela olhar
De na janela amar

Olho pros quatro cantos
Deste imenso mundo
E vejo enormes janelas
Abertas para o infinito
Num convite mudo
A descobrir os segredos
Que do outro lado há

Em cada janela do mundo
Vejo um rosto amigo
Vejo um aceno amigo
Vejo um convite a entrar
Ou não seria pular
Para dentro ou fora desta janela?

Muitas janelas já olhei
Muitas janelas já pulei
Muitos segredos descobri
Muitos segredos contei
E as janelas tão eternas
Em movimento contínuo
Estendem-me seus sorrisos
E eu
Tão simples tão mortal
Na minha insignificância absoluta
Não resisto ao sorriso
E debruço-me para ver
O que a janela tem pra me oferecer!
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 13/02/2006
Reeditado em 04/12/2007
Código do texto: T111149
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 58 anos
1461 textos (77142 leituras)
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Fátima Batista

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