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Instantes

Instantes
Amontoado de tic-tac circulares
Saltando do meu braço num estralo
E fixando nas paredes o amarelado
Momentos estes que tornam tudo perecível
Envelhecem a boca roubando-lhe os dentes
E rasgam a roupa do amor
Com a qual me visto e vou às festas
Trajando meus retalhos novos recobrindo os antigos
- Alguns ainda doem sob a estampa fina –

Então o tempo escurece o amor
E o escuro traz o sono
Dorme o coração aberto
E quem se ama, demora pelas noites,
Acostumou-se ao vazio da cama
E ninguém mais nota que as paredes continuam amarelas
Mas o sorriso já não é o da fotografia que enfeita a sala
Pois o tempo banalizou as emoções
Que enchiam a casa de alegria

O Tempo deu sentido à fotografia
E tirou o que eu sentia
Perdão pelo relógio, querida
Que hoje, por você,
Bate mais forte que meu coração.

Maldito tempo...
Já estás longe
E eu nada sinto

Maldito tempo...
Recomeço a busca pelo amor
E costuro mais um retalho
Onde até ontem
Chamei de...Você!
Allan Castro
Enviado por Allan Castro em 23/09/2008
Código do texto: T1193517


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Sobre o autor
Allan Castro
Fortaleza - Ceará - Brasil, 33 anos
45 textos (5177 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/05/21 07:52)
Allan Castro