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MEU JULGAMENTO

Se esta me julgando, senhor juiz,
só por que sou uma pessoa infeliz,
como sabe, trago comigo uma saudade.
Aqui nessa sua terra, que nada fiz
cometi um crime que nunca quiz,
pois nunca morou comigo a felicidade.

Pelo que estou sentindo, serei condenado,
por que não plantei no passado,
o que seria hoje, a minha liberdade.
O meu coração que continua enamorado
não está aqui em sua frente mascarado,
vivo no mundo do amor,não vejo nisso maldade.

Quero dizer, que sou muito franco, caro doutor,
não existe crime, quando se fala de amor,
gostaria que aceitasse essa realidade.
Pois aquela que hoje me faz um sofredor
que num dia, casou-se com o senhor,
vai condenar-me, mas não fujo da verdade.

Foi dizendo-me o juiz, quem fala agora sou eu,
esse  amor antigo, meses atrás morreu,
e disse-me um  último nome, já com dificuldade.
Agora me lembro, ela pronunciou o nome seu,
e vou te contar, ela nunca te esqueceu,
do além, nunca te verá ,atrás de uma grade.
GIL DE OLIVE
Enviado por GIL DE OLIVE em 13/10/2008
Código do texto: T1225779
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
GIL DE OLIVE
Campos do Jordão - São Paulo - Brasil
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GIL DE OLIVE