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Despedida


Toc-toc – batem à porta!
Sem graça, sem resistência, vai abrir
Aturdida, em pensamentos absorta
Vê um mago a sorrir

Entra, olha em volta e se solta
Num canto, esquecidos, empoeirados
Dois potes hermeticamente lacrados
Há milênios ali, largados

Sorri-lhe, seu sorriso solto
Espantada, perdida, de volta lhe sorri
Toma-lhe das mãos o primeiro pote
Num esforço profano arranca-lhe a tampa

Num instante desperta, explode
Salta-lhe do peito uma mulher
A mulher que sempre quisera ser
A mulher que jamais ousara viver

Rápido sorrateiro, abre o outro pote
Letras, palavras, rimas ensandecidas
Há muito lacradas, emudecidas, sufocadas
Saltam, se soltam, algemas dobradas

Do coração fez-se amante
Da razão se fez poeta
Do preto à aquarela
Dentro do peito dela

Adeus – diz o mago da porta
Lágrimas caem nublando a visão
Mágicas transformam – alegram então
Fátimas se encontram - reconstrução

Pula a janela, sem medo no coração
Saudade fica, tristezas se vão
Adeus, Mago querido – cumprida a missão!

Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 05/05/2006
Reeditado em 20/12/2007
Código do texto: T150572
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
1436 textos (75639 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/01/20 03:31)
Fátima Batista