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JÁ NEM SEI POR ONDE IR
NALDOVELHO

Em seus olhos eu percebo
promessas, encontros, essências,
dose certa de desassossego,
medida e meia de carícias
e uma certa contundência
por ter se entregue por inteira
às trilhas desta vida.

Em sua boca eu prevejo
o perigo da peçonha
e um abrigo à insônia
que tanto tormento traz.

Do seu colo escorrem seivas,
dos seus seios a malícia,
pois sempre na tocaia
vivem a me desafiar.

Das coxas suadas,
orvalhadas, como queira,
preciosa e ardilosa teia
a me manter ser cativo,
entranhado, enlaçado
e em correntes feito escravo
não consigo escapulir.

Minhas pernas não respondem,
presa fácil entre os dentes
e um pouco abaixo do seu ventre,
olho d’água pulsa ardente
por esfregas indecentes,
por entregas ansiosas,
encaixados, descuidados,
já nem sei por onde ir.

NALDOVELHO
Enviado por NALDOVELHO em 27/05/2009
Código do texto: T1617340

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Sobre o autor
NALDOVELHO
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 70 anos
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10 áudios (1192 audições)
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