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HABITAS-ME

Habitam-me tuas umidades,
de mim desconhecidas,
e tenho-te inteiro,
em meio a mil devaneios
sensações ensandecidas,
e a mil insanidades...
O calor do abraço teu,
e conheço o que desconheço,
e em teu suor que imagino,
me faço teu porto e destino,
sem pensar, em ti amanheço.
Habitam-me teus caminhos e rios,
cada linha de tua pele
de mim se faz conhecida,
deslizo em ti, e liberto meus cios...
Habita-me tua língua inesperada,
serpente quente e molhada,,
minha língua te colhe o gosto,
e sinto teu cheiro de bicho,
misturado a mim, eu aposto,
que habita-me o teu desejo
e em ti me enrabicho,
me agarro e me enrrosco..
Habitam-me tuas mãos irreais,
tua carne e teus desejos,
tuas vontades ideais,
e eu sei que habitas-me.
Nada mais.
A



www.deboradenadai.prosaeverso.net
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 29/05/2009
Reeditado em 29/05/2009
Código do texto: T1622291

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 56 anos
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Débora Denadai