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Ingênua

Tanto sol, é sol demais
a aurora em teus cabelos,
esplenor de girassóis
pra volúpia dos espelhos.

Tu me feres de azul,
de azul me desconsolo...
É demais o céu do sul
refletido nos teus olhos.

Se te despes na penumbra,
formosura em puro zelo,
mesmo a lua se deslumbra
com a poesia em pele e pêlos.

O teu corpo é trigo e plumas,
ouro aflito em frenesi
e as estrelas, uma a uma,
se acendem para ti.

É, talvez, por teu fascinio,
pela nua ingenuidade,
que os cardeais gorjeiam hinos
nos quintais dos arrabaldes.

É demais exuberância,
sobre o colo, tanta luz,
que até, mesmo, Deus descansa
nos teus seios -numa cruz...


Vaine Darde
Enviado por Vaine Darde em 15/06/2006
Código do texto: T176026


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Sobre o autor
Vaine Darde
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil
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Vaine Darde