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Letras que migram



Há dias, ou meses, penso nesta poesia
Penso sem pensar, sem pesar
As letras saem do lugar, teimam em agrupar
Aleatórias, palavras a formar

Um grão de areia infinito
Uma letra do alfabeto
As raias do vento
Um despensamento

Mas, não é preciso dizer
Nem mesmo pensar
As letras estão no lugar
Mesmo se migram, e perdem a ordem
Se Roma é eterna na mente, Singular
Se no espelho olhar
Para sempre, e Narciso não ver
Um rio a correr, Feliz na Verdade
Por não se afogar em mar nebuloso
E lá morrer!

Caso no acaso não se encontre
Amanhã, talvez, ao sol nascer
Reflita, sem notar, um tempo que passou
Longe do Cais, tão perdido
Outros caminhos percorridos
Só esperando o tempo passar, e Feliz, re-nascer!

Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 20/08/2009
Reeditado em 20/08/2009
Código do texto: T1764274
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
1436 textos (75144 leituras)
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Fátima Batista