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no meu solitário refúgio
se bem que iluminado
pela tua memória
pela tua ausência
deixo pousar a cabeça
no colo da desesperança

suspendo o ar que inspiro
não me traga o desvario
num átomo do teu cheiro

represo os passos
entrecerro os dedos
não ousem eles soltar
o ímpeto de te alcançar
de pedir ou de aceitar
de com os teus se enlear.

afinco-me remoendo
o absurdo não-querer querendo

deixo o meu sangue ferver
deixo o meu sangue secar
deixo-me evaporar

se

etérea celebrar
a aura em teu redor






 
Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 01/06/2005
Reeditado em 03/07/2016
Código do texto: T21390
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 68 anos
1278 textos (137305 leituras)
60 áudios (14452 audições)
9 e-livros (6419 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 29/11/20 22:27)
Maria Petronilho

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