SOLITUDE

Diga para mim no começo o que se passou.

Diga "sim" a um jeito de jogar sem se perder.

Veja o vão que separou corpos irmãos.

Veja o tal complexo sentimento de uma vez.

Mostre para mim dessa flor o que sobrou.

Chame isso de uma doença que não se curou.

Ouça o som que reverberou nossa união.

Sinta o sério verso de uma viva emoção.

Algo assim é como um foco de escuridão.

Não há nada pior que um grito sem reação.

Deixe eu dizer de como é feito meu coração.

De pleno devaneio, de mistério e pura compaixão.

Milton Roza Junior
Enviado por Milton Roza Junior em 24/06/2005
Reeditado em 03/06/2011
Código do texto: T27492
Copyright © 2005. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.