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NUNCA DÊ ROSAS EM VÃO
Juliana Valis


Você sabe que as rosas são átimos de amor

Disponíveis na imensidão da chama ?

Então apenas peço que, por favor,

Não me entregue rosas se não me ama




Se você não estiver falando com a verdade da alma

Guarde suas rosas no pensamento só,

Pois o deleite eterno que alivia e acalma 

É o amor sublime, denso e bem maior

Que qualquer efêmero lapso da carne...



E, por favor, não faça tanto alarme

Quando eu disser que a emoção é senso

Do lídimo verso que nos desarme 

Nesta sombra do que sempre penso

Enquanto calculo o perímetro do coração,



Portanto respeite o sublime amor imenso,

Transmutado no âmago de uma estação,

Enquanto no cerne da cor dispenso

O derradeiro réquiem que me diz não,

Quando pergunto se o amor é senso,

Quando indago o que as dores são,



Assim, meu bem, seja mais intenso

No momento de falar como amores vão,

Dê belas rosas se o amor for denso,

Pra demonstrar com êxito a cor de uma paixão,

Mas, por favor, ouça o que eu penso,

Não finja amar na efemeridade, então, 

Ame sempre mais no sutil consenso, 
 
E  não ouse dar rosas, sempre mais, em vão.


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www.julianavalis.prosaeverso.net








Juliana Silva Valis
Enviado por Juliana Silva Valis em 19/01/2007
Reeditado em 19/01/2007
Código do texto: T352751


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Sobre a autora
Juliana Silva Valis
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 36 anos
4120 textos (917469 leituras)
4 e-livros (1916 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/09/20 01:53)
Juliana Silva Valis