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Vigésimo oitavo dia

Num gesto de amar




Joguei pela janela
A pedra do meu sapato

Varri porta a fora
O espinho do meu vestido

Triturei em pó
O milho dos meus joelhos

Assoprei pro azul infinito
A areia dos meus olhos

Joguei nas águas do mar
O pudor de amar

Soltei na calda do vento
A saudade que me apertava o peito

Nas águas da chuva que batem no asfalto
Soltei a minha ira

Chuto as pedras na rua
Aparo nas mãos em concha os pingos da chuva
Prendo nas íris dos meus olhos o brilho da lua
Armazeno nos meus poros o calor do sol
Guardo na saliva da minha boca o gosto do mar
Deixo soltas ao vento as minhas madeixas
Pra ser feliz e alegre cantar
Canções muito antigas
Somente, num gesto de amar!
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 28/01/2007
Reeditado em 08/12/2007
Código do texto: T361968
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
1448 textos (76649 leituras)
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Fátima Batista

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