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Eu Espero

Eu espero;
Nessa cadeira suja,
Desconfortavelmente dura,
Numa sala fechada,
E temperatura
Bastante elevada!
É inevitável:
Começo a suar;
O momento deve estar perto,
Enxugo-me com um pano.

E te espero...
Por quê?
Porque te quero!
E te amo!

E eu ainda espero;
Uma porta à minha frente,
Mantém-se sempre fechada.
De quando em quando,
Entram algumas
Pessoas selecionadas,
Enquanto eu
Permaneço aqui,
E para me distrair,
Eu canto;

E espero...
Por quê?
Porque te quero!
E te amo!

E eu espero;
Cansei de contar as horas,
Acho que vou-me embora;
Apesar de não haver
Ninguém te esperando comigo,
Eu várias pessoas imagino,
Iguais a mim,
Nessa minha espera sem fim...
E enxugo o suor
Com o pano;

Mas ainda espero...
Por quê?
Ainda te quero!
E te amo!

Enfim,
Não mais espero!
Minha paciência acabou,
E com ela,
Foi-se o meu amor!
Dominou-me o cansaço,
Deixarei, portanto,
Em aberto,
Essa minha vaga,
Para o próximo candidato!

Então,
Quando eu me levanto,
Sigo em direção à saída,
Tu abres, finalmente, a porta
Com a face erguida,
E tua altivez,
Me causa espanto...
Joguei-te à mão o pano,
Sujo e molhado,
E disse:

Não mais te espero!
Por quê?
Porque não amo!
Nem te quero!
André Espínola
Enviado por André Espínola em 31/01/2007
Reeditado em 01/02/2007
Código do texto: T365324

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Sobre o autor
André Espínola
Recife - Pernambuco - Brasil, 35 anos
247 textos (12561 leituras)
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André Espínola