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Não Há Vagas

Às vezes, me sinto tão inútil em tua vida;
Assim, como um vaso quebrado, colado, encostado.
Algo tipo uma coisa, uma voz despercebida.
Vejo-me sem serventia para nada.
Meço meus poderes em fases controladas
E me conscientizo que sou apenas um zero à esquerda,
Um amontoado de roupas velhas remendadas,
Que embora se conserte mostra sempre as marcas costuradas.
Sei que nunca existe um vazio em ti, quando não estou perto,
Porque coisa nenhuma não preenche lugar
E esse vazio suposto já tem outra a ocupar.
Assim, sigo me enganando para não morrer de tédio.
Vou me curvando, suspirando, engolindo, e me entrego;
O sabor é cruel e amargo, mas, eu tomo esse remédio.
Talvez um dia, quem sabe, eu me torne importante para ti,
E como a única, meu pobre rosto volte a sorrir.
Ou então viverei para sempre invisível
E minha boca sem teus beijos permanecerá
A conviver com esse sonho impossível.
 
Rose Arouck
Enviado por Rose Arouck em 15/02/2007
Código do texto: T381773

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Sobre a autora
Rose Arouck
Rio das Ostras - Rio de Janeiro - Brasil
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Rose Arouck