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NOSTALGIA

 



Há meses que eu não sinto a paz tão esperada

Roçando o punho inerte dessa horrenda rede,

Restando-me o balanço do pé na parede

Enquanto o dia desvirgina à madrugada...



Entre um cigarro e outro que me mata aos poucos

Entrego-me às lembranças e às s melancolias

Perdido entre bilhetes e fotografias

Que me mantém seguro no mundo dos loucos...



E muitas vezes, nesse cadafalso exótico

Escuto a tua voz, num surto psicótico

Rasgando esse silêncio que baixinho chora...



E chego a ver teu vulto que o meu peito arrasa,

Trazendo vida nova à nossa triste casa

Que virou manicômio quando foste embora...



(Nizardo)

Poesia registrada.

Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 03/03/2007
Código do texto: T399536


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Sobre o autor
Nizardo Wanderley
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil
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Nizardo Wanderley

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