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Amo-te inutilente

   

Amo-te inutilmente...




Mornas mãos estas tuas
que acariciam o que escondo
na pálida imagem de mim mesmo,
soberbo, ao beijar-te de longe,
confundindo-me com o teu amor.

És a estrofe mais bela do meu poema,
a que trago n’alma serena
sendo minha só
na ilusão de um desejo.

Deixa-me amar-te apenas
do lado de cá do meu abraço
onde te tenho perfumada
na maior essência faz-me o alvo
setado de tua indiferença.

Amar-te, pois, é rude exercício para mim.
Sabes por quê?
Não há aí
o que aqui desejo.
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 12/03/2007
Reeditado em 10/01/2013
Código do texto: T410479
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulino Vergetti Neto
João Pessoa - Paraíba - Brasil
2562 textos (154266 leituras)
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Paulino Vergetti Neto

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